O prontuário eletrônico do paciente (PEP) é hoje o pilar central da transformação digital em hospitais brasileiros. Segundo dados da ANS, mais de 70% das operadoras já exigem integração digital com prestadores, e a adoção do PEP é requisito básico para atender às normas do padrão TISS.
Por Que o Prontuário Eletrônico É Prioridade
A resolução CFM nº 1.638/2002 estabelece as normas para prontuário médico, e a resolução CFM nº 2.218/2018 reforça a validade do prontuário eletrônico com certificado digital ICP-Brasil. Hospitais que ainda operam com prontuário em papel enfrentam:
- Erros de legibilidade que comprometem a segurança do paciente
- Perda de informações clínicas relevantes entre setores
- Dificuldade de auditoria e conformidade com a ANS
- Custos operacionais elevados com armazenamento físico
Critérios para Escolher o PEP Ideal
1. Certificação SBIS/CFM
Verifique se o sistema possui o Selo de Conformidade SBIS, que atesta aderência aos requisitos de segurança e funcionalidade exigidos pelo CFM. Existem dois níveis: NGS1 (básico) e NGS2 (com assinatura digital).
2. Interoperabilidade com TISS e TUSS
O PEP deve suportar nativamente o padrão TISS (Troca de Informações em Saúde Suplementar) e a terminologia TUSS, garantindo comunicação fluida com operadoras de saúde.
3. Usabilidade Clínica
- Prescrição eletrônica com alertas de interação medicamentosa
- Templates personalizáveis por especialidade
- Acesso mobile para visitas de leito
- Integração com PACS para imagens diagnósticas
4. Segurança e LGPD
O prontuário contém dados sensíveis de saúde. O sistema deve oferecer criptografia em repouso e em trânsito, controle de acesso por perfil (RBAC), logs de auditoria e conformidade com a LGPD (Lei 13.709/2018).
Como Implementar com Sucesso
Fase 1 — Planejamento (2-3 meses): Mapeie processos atuais, defina equipe multidisciplinar (TI, médicos, enfermagem, administrativo) e estabeleça KPIs de sucesso.
Fase 2 — Piloto (1-2 meses): Comece por um setor com alta volumetria e baixa complexidade, como ambulatório. Colete feedback intensivamente.
Fase 3 — Expansão (3-6 meses): Escale para setores críticos como UTI e centro cirúrgico, ajustando templates e workflows.
Fase 4 — Otimização contínua: Monitore indicadores de adoção, tempo de registro e satisfação dos profissionais.
Resultados Esperados
Hospitais brasileiros que concluíram a implementação do PEP reportam redução de até 30% no tempo de registro clínico, diminuição de 40% em erros de prescrição e ganho de 20% na produtividade do corpo clínico.
A escolha do prontuário eletrônico é uma decisão estratégica que impacta toda a operação hospitalar. Invista tempo na seleção e planeje uma implementação gradual para garantir adesão e retorno sobre o investimento.