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Tecnologia na Saúde3 min de leitura

Prontuário Eletrônico: Como Escolher e Implementar o PEP Ideal para Seu Hospital

Descubra os critérios essenciais para selecionar um prontuário eletrônico do paciente (PEP) e as melhores práticas de implementação em hospitais brasileiros.

Julia Revoluna

Julia Revoluna

4 de julho de 2025

O prontuário eletrônico do paciente (PEP) é hoje o pilar central da transformação digital em hospitais brasileiros. Segundo dados da ANS, mais de 70% das operadoras já exigem integração digital com prestadores, e a adoção do PEP é requisito básico para atender às normas do padrão TISS.

Por Que o Prontuário Eletrônico É Prioridade

A resolução CFM nº 1.638/2002 estabelece as normas para prontuário médico, e a resolução CFM nº 2.218/2018 reforça a validade do prontuário eletrônico com certificado digital ICP-Brasil. Hospitais que ainda operam com prontuário em papel enfrentam:

  • Erros de legibilidade que comprometem a segurança do paciente
  • Perda de informações clínicas relevantes entre setores
  • Dificuldade de auditoria e conformidade com a ANS
  • Custos operacionais elevados com armazenamento físico

Critérios para Escolher o PEP Ideal

1. Certificação SBIS/CFM

Verifique se o sistema possui o Selo de Conformidade SBIS, que atesta aderência aos requisitos de segurança e funcionalidade exigidos pelo CFM. Existem dois níveis: NGS1 (básico) e NGS2 (com assinatura digital).

2. Interoperabilidade com TISS e TUSS

O PEP deve suportar nativamente o padrão TISS (Troca de Informações em Saúde Suplementar) e a terminologia TUSS, garantindo comunicação fluida com operadoras de saúde.

3. Usabilidade Clínica

  • Prescrição eletrônica com alertas de interação medicamentosa
  • Templates personalizáveis por especialidade
  • Acesso mobile para visitas de leito
  • Integração com PACS para imagens diagnósticas

4. Segurança e LGPD

O prontuário contém dados sensíveis de saúde. O sistema deve oferecer criptografia em repouso e em trânsito, controle de acesso por perfil (RBAC), logs de auditoria e conformidade com a LGPD (Lei 13.709/2018).

Como Implementar com Sucesso

Fase 1 — Planejamento (2-3 meses): Mapeie processos atuais, defina equipe multidisciplinar (TI, médicos, enfermagem, administrativo) e estabeleça KPIs de sucesso.

Fase 2 — Piloto (1-2 meses): Comece por um setor com alta volumetria e baixa complexidade, como ambulatório. Colete feedback intensivamente.

Fase 3 — Expansão (3-6 meses): Escale para setores críticos como UTI e centro cirúrgico, ajustando templates e workflows.

Fase 4 — Otimização contínua: Monitore indicadores de adoção, tempo de registro e satisfação dos profissionais.

Resultados Esperados

Hospitais brasileiros que concluíram a implementação do PEP reportam redução de até 30% no tempo de registro clínico, diminuição de 40% em erros de prescrição e ganho de 20% na produtividade do corpo clínico.

A escolha do prontuário eletrônico é uma decisão estratégica que impacta toda a operação hospitalar. Invista tempo na seleção e planeje uma implementação gradual para garantir adesão e retorno sobre o investimento.


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